domingo, 13 de maio de 2007

Por onde anda? Royal Sport Club

Olá amigos da Tribuna da Bola. Estreamos aqui uma nova seção: Por onde anda. Aqui, narraremos o cotidiano e o paradeiro de clubes que já passaram pelo profissionalismo do futebol, mas que pelas mais variadas razões, as quais nos propomos a explicar, não participam mais dessas competições. Neste número inicial apresentamos o Royal Sport Club, de Barra do Piraí.
Barra do Piraí é uma cidade do sul fluminense, com aproximadamente 130 mil habitantes, fica a 170 km da capital.
xxxxxxxxxxxxxxxxxx Detalhe: O escudo do Royal na camisa tricolor.


Troféu de Vice-Campeão da 3ª divisão estadual em 1984. O Rio Branco de Campos foi o Campeão.


O presidente Moacir José de Macedo Ribeiro, aficcionado por futebol, recebeu muito bem a Tribuna da Bola.

O Royal preserva sua história: a bola do primeiro confronto com o rival da cidade, o Central. A partida foi vencida pelo Royal.

Bola de um dos confrontos com o arqui-rival. Goleada royalina. Veja na bola, embaixo, há as escalações das equipes.


Vice campeão da terceira divisão em 1984, afastado das competições oficiais promovidas pela FERJ desde o ano seguinte, quando terminou em 7° lugar dentre 11 participantes,na segunda divisão, o Royal Sport Club de Barra do Piraí resiste. O clube funciona em uma bela sede própria no Santana, bairro próximo ao centro da cidade, as margens do Rio Paraíba do Sul.


Vencedor do Campeonato Fluminense de Seleções representando Barra do Piraí, três vezes campeão da Copa Vale do Paraíba e 4 vezes campeão municipal, o simpático tricolor é presidido há 8 anos por Moacir José de Macedo Ribeiro, que acaba de ser reeleito para mais um biênio. Atencioso e dedicado, Moacir é uma espécie de unanimidade dentro do tricolor.



Nas últimas passagens do Royal pelo futebol profissional, o clube era presidido Evandro José Macedo Ribeiro, irmão de Moacir. Evandro era Presidente e patrocinador do clube, com o Café Barrense.


O Royal é dono do Estádio Paulo Fernandes, com capacidade para 6 mil pessoas, inaugurado em 1962, é um dos maiores e mais belos do interior do estado. O Royal não tem mais futebol profissional. Disputa campeonatos regionais nas categorias de base, como os da Liga Barrense de Desportos. O clube sobrevive com a arrecadação proporcionada pelas mensalidades de cerca de 500 associados. As escolinhas de futebol, que recebem atletas até os 13 anos de idade, os bailes e shows no salão social e a publicidade nos muros do clube complementam a renda.

Recentemente o clube recebeu uma proposta de parceria para o futebol profissional, vinda de empresários que queriam arrendar o clube, mas o presidente Moacir Ribeiro foi taxativo: “Queremos parceiros para tocar juntos, não queremos arrendar o futebol do Royal”, afirmou.

Com o apoio da grande torcida royalina, o Leão do Vale tem como grande rival o Central Sport Club. O primeiro confronto entre as equipes ocorreu em 1933 e, segundo relatos da época, já havia rivalidade, mesmo jamais tendo os clubes se enfrentado. O Royal venceu a primeira partida, realizada na Chacrinha, antigo estádio do tricolor. O Royal guarda a bola da partida.

O presidente Moacir deu o tom da rivalidade: “Eles querem que agente morra, e nós queremos que eles morram”, e acrescentou: “Antigamente, moças do Central não se casavam com rapazes do Royal. E nós não comíamos tomate, porque é vermelho”, afirmou.


A saudável rivalidade entre os clubes da cidade é permeada por curiosas histórias: “Houve um confronto que terminou 9x2 para o Central, o Royal terminou a partida com apenas 2 jogadores e o jogo foi apitado por Mário Viana”, conta o presidente, remontando ao tempo em que não havia a regra que, hoje, proíbe partidas com menos de 7 jogadores. O clube tem oportuno cuidado com seu acervo histórico. Royal, Fatos e fotos, de Walker Joras, editado em 2000, conta a história do clube desde sua fundação, em 1925.

Pelo Royal passaram bons jogadores e outros tantos foram formados pelo clube. Recentemente, pode-se destacar Pingo, Glauber (hoje no Volta Redonda) e Rodrigo Arroz (Botafogo). Mesmo sem disputar os campeonatos da Federação, o Royal, com seu forte trabalho de base comandado pelo técnico Toninho, consegue extrair bons resultados e lapidar valores. Hoje, o futebol profissional de Barra do Piraí é alimentado pela vontade de muitos e pelas saudades de todos. Hoje, o futebol do Royal é um quadro pendurado na parede. E como dói a saudade.

10 comentários:

paulorob1975 disse...

Parabéns pela reportagem sobre o Royal Sport Club, tradicional equipe de Barra do Piraí... É sempre importante esse tipo de matéria pois aí nos ficamos sabendo um pouco mais sobre essas equipes que estão fora do profissionalismo a algum tempo.

Erwin Rommel disse...

Muito boa reportagem e quero rever e conhecer outros clubes e se der queria saber sobre o oriente.

Deco disse...

Parabéns pelo site e pela reportagem. Um dos próximos clubes poderia ser o Paysandu, que já foi até campeão carioca da 1ª divisão, e hoje é apenas clube social.

jose alcebiades disse...

Parabens pela bela reportagem
Sou de Barra Mansa, saudosista da nossa época de Ouro no futebol do nosso estado e especialmente no sul fluminense.
sou amigo de todos os ex atletas de futebol ai da nossa regiao:
Clebinho,Narciso, Jota, Gessi, Nenem, Carlinhos, Adelmo, Canário, Odir, Maurino,Toquinho, Sabará,Tenéias, Zé Bileu, Mizuca, João batista,Joãozinho e muitos outros craques que todos os anos nos encontramos nos encontros do Royal e do Central e tambem em barra mansa.
criei essa semana duas comunidades no orkut:
ex jogadores do estado do rio e amigos do sul fluminense.
meu orkut é josealcebiades@hotmail.com
entra la deixa depoimentos e coloca fotos ou manda para eu colocar e ilustrar essa pagina.
precisamos de amigos dispóstos a reunir forças e levantar pelo menos um time de futebol em nossa regiao para representar com força total nosso futebol.
aguardo seu contato e mais uma vez parabens!!!
Bide de Barra mansa

jose alcebiades disse...

ola parabens pela reportagem
sou de barra mansa e tambem saudosista do nosso belo futebol

Pedro Estellita Lins disse...

Ótima reportagem mesmo!
Parabéns!
Resgatando a história!
muito importante.
Belo trabalho
abraços!

Leonardo Vieira disse...

Agora que fui me ligar nessa reportagem...Muito boa mesmo!!Que vcs continuem nos mantendo informado sobre os times afastados do profissionalismo!Abraços

Anônimo disse...

Parabéns por falar sobre o Royal. Clube grandioso que me traz lembranças tão boas, como torcedor, mas principalente como atleta dos juniores em 1982.

Anônimo disse...

Minha família toda é Royalina e foi uma surpresa bastante agradável encontrar esta reportagem na net.
Espero que nosso tricolor possa um dia voltar a disputar um capeonato profissional.

Flávio Costa disse...

Meu avô (Albino Ferreira da Costa) foi jogador do Royal. Segundo meu pai, era conhecido como "Fio de Ouro". Ele chegou a fazer um teste no Bangu, mas morreu aos 23 anos, vítima de tuberculose.

Um abraço.