domingo, 2 de setembro de 2007

Terceirona na UTI



A falta de planejamento e organização dos clubes está manchando a terceira divisão desta temporada. Muitos jogos tem sido decididos por WO, por falta de ambulâncias do modelo UTI Móvel nos estádios.

A presença dessas unidades de saúde é uma medida de proteção à vida, exigida pelo Estatuto do Torcedor em competições profissionais oficiais. Com regulamento e tabela divulgados com antecedência, parece inacreditável que os clubes não tenham encontrado tempo e recursos disponíveis para arcar com os custos da competição. Se não havia recursos, questiona-se a participação.

Muitas agremiações reclamam da necessidade de dois enfermeiros padrão, com registro no COREM, além do médico, presentes na UTI Móvel. Alegam que em qualquer hospital o cidadão será atendido por, no máximo, um médico e um auxiliar de enfermagem. É uma reclamação que encontra eco na comunidade esportiva, mas que deve ser debatida em espaços e fóruns apropriados.

Outros clubes se fazem reféns de prefeituras, que mandariam as ambulâncias para os estádios, reduziriam os custos e assim, assegurariam as condições de realização das partidas. Os clubes não levam em conta os problemas e acidentes que possam acontecer no trajeto. Acidentes são previsíveis, mas, na ausência de um plano B, resta o plano W, de WO.

Uniformes

Falar em UTI Móvel parece discussão filosófica diante do problema dos uniformes.

Tradicional alvirubro da serra, o Nova Friburgo Futebol Clube tem um convênio com o Serrano de Trajano de Morais e apoio da prefeitura local. Nada surpreendente, uma prática relativamente comum. No entanto, o Nova Friburgo tem entrado com campo com o uniforme do Serrano

Ontem, no Ítalo del Cima, o Atlético Rio enfrentou o Campo Grande Atlético Clube, que saiu vencedor por 2 a 0. O Atlético utilizou o uniforme do Colúmbia, tradicional clube de Xerém, Duque de Caxias.

Os clubes não respeitam suas identidades e seus torcedores e com isso, a competição se torna apenas uma caricatura de seu potencial.

4 comentários:

mateus_srt disse...

jogo sem ambulância eh dose msm. como chegarão às divisões superiores assim? aí eh foda. o futuro eh transformar a van de transporte em ambulância para jogos dessas divisões. auhahu.

Deco disse...

Eu fico com pena é do Campo Grande, e também do La Coruña, clube que tenho um carinho especial.

Quanto aos problemas das ambulâncias,realmente lamentável. A FERJ tem que agir, seja proibindo equipes sem condições, de disputar o torneio, seja auxiliando nessas condições mínimas. Poderia tentar um convênio com empresas como a Toesa.

Bittinho disse...

Impressionante a falta de respeito dos dirigentes dos clubes. Será que eles não pensam nas consequências que pode haver não? Ou então pensão que as coisas ruins só acontecem com os outros. Se eu fosse jogador me recusaria a jogar por um time que não se importasse com a minha vida. Pois o clube é a vida do jogador naquele momento. Ele dá a vida pelo clube que não se importa e não reconhece o valor disso. Lamentável!

Anônimo disse...

EDUARDO/RJ/CPO. GRANDE
A PAGINA DO CAMPO GRANDE PODERIA FALAR DA SUA BRILHANTE HISTORIA,
NO FUTEBOL DOS ANOS 60 ATE 90, MAIS
FALTA CRIATIVIDA PARA O MESMO, ESPERO QUE OS DIRIGENTES DO MESMO PROVIDENCIEM UMA GRANDE REPORTAGEM, POIS MATERIA NAO FALTA DESSE CLUBE CHEIO DE GLORIAS.