quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Tribuna da Bola recomenda: Futebol é uma caixinha de surpresas

Gol de gandula? Sapo enterrado em campo? Jogador japonês na Itália? Como disse o jornalista Benjamin Wright, "O futebol é uma caixinha de surpresas". E é exatamente isso que fascina Luiz Fernando Bindi, um fã alucinado por futebol, do tipo que assiste a jogos da Segunda Divisão e sai
do estádio todo feliz.

Bindi é o maior colecionador de distintivos do mundo! Estamos falando de um arquivo de cerca de 50 mil emblemas. Mas a paixão vai além de colecionar. Bindi faz questão de sabera origem de cada pequeno detalhe de seus distintivos. Ele sabe, por exemplo, o que significam aqueles "coraçõezinhos vermelhos" do Heerevenveen, da Holanda, ou quem foi o índio Colo-Colo, que ilustra o emblema que dá nome ao time chileno.

Por este carinho, e por montes e montes de informações armazenadas e pesquisadas avidamente, Bindi pode ser considerado um arquivo vivo das "surpresas" do futebol.Como o comentarista Mauro Beting afirma no prefácio do livro, "Tem jornalista que consulta o Google, tecla o Yahoo!, vai aos livros. Eu chamo o Bindi".

No livro Futebol é uma caixinha de surpresas, Luiz Fernando Bindi reúne as mais engraçadas e intrigantes curiosidades sobre o futebol mundial. Do técnico que invadiu o campo com
seu Jipe atrás do árbitro ao goleiro que fez um lindo gol contra de bicicleta.


Nos anos 1960, voltando de uma excursão a El Salvador, o avião que levava o time do Santos teve de fazer um pouso forçado em Belém, no Pará. Pelé, cansado da viagem e dos jogos, quis ficar a bordo para evitar o assédio dos fãs. Mas a aeromoça lhe disse que as regras da companhia não permitiam isso. "E aquele sujeito lá na frente dormindo?", indagou o rei. A aeromoça respondeu-lhe diretamente: "Ele é o motivo dessa parada. Teve um infarto e morreu. Resolvemos não avisar ninguém para evitar pânico".Pelé saiu rapidinho do avião.


Num amistoso entre São Paulo e Benfica, em 1958, o goleiro português Costa Pereira viu que o ponta Maurinho avançava pela lateral e o centroavante Gino se posicionava na área para cabecear. O arqueiro avançou para o meio da área. Em vez de cruzar, Maurinho invadiu a área e chutou com força, fazendo o gol são-paulino. Inconformado, o goleiro saiu correndo atrás do juiz, reclamando: "Não valeu! Não valeu! Ele ia cruzar, ele ia cruzar!".

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